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Mostrando postagens de setembro, 2023

Dar à luz ou dar à escuridão?

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Dar à luz. Acho tão linda essa expressão! Não a conheço em outra língua, me parece ser outro encanto do nosso idioma, da mesma forma que "saudade". Palavras são imagens, e o que vejo quando ouço "dar à luz"? Imagino uma mulher dando um presente à vida, ao mundo. O ato de dar à luz é o momento mais divino da vida de uma mulher. Não importa se é um parto normal, natural ou cesáreo, nem mesmo se a mãe está consciente. Também não faz diferença se a mãe desejou ou não aquele bebê, se ele foi planejado ou acidente. Nem o fato da mãe não querer ou mesmo ter repulsa àquela criança anula a força do "dar à luz". Que maior presente um ser humano pode dar a outro, senão a chance de viver?  Nenhuma mulher volta igual depois de um parto. O parto é lugar de morte e vida para a mulher. Não sou psicóloga, mas penso que a depressão pós parto poderia estar ligada ao luto pela mulher que morreu quando pariu.  Independente do resultado de um trabalho de parto, nós morremos. E ...

Reimaginar-se

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  Esse deveria ter sido o primeiro post do blog, mas o Tailgate estava batendo muito forte, teve que sair primeiro. Nem sei se esse termo - reimaginar - existe, mas se não, deveria, porque é muito bom. Olhe bem para as duas fotos abaixo. A da direita é de fevereiro/22 e a da esquerda, agosto/23. O que as separa é um processo de reimaginação. É a mesma pessoa? Em alguns aspectos, sim, mas em inúmeros outros, certamente não. E a aparência é apenas o resultado disso. Quando foi formado o grupo Colorindo o Mundo, de onde brotou Giovanna Hart, minha heroína de 10 anos, se alguém me contasse o que aconteceria comigo, ouviria uma risada. E o que desencadeou tanta mudança? Uma pergunta simples: "e se?" Crianças, as minhas e as dos outros, sempre definiram meus caminhos nesse mundo. Elas são meu ar, meu refúgio, meu amor, minha inspiração. Eu sem elas, morro. E foi no meio da pandemia, trabalhando na Secretaria Nacional da Criança e do Adolescente e acompanhando ao vivo o que aconteci...

Tailgate - o poder de uma mulher

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 Se você não sabe o que é Tailgate, vou contar uma história. Tailgate é um termo que significa estar logo atrás, perseguir de perto, ou algo assim. Mas existe um outro, muito mais divertido, que é a versão americana do "esquenta". Em algumas universidades norte americanas, como é o caso da Mizzou (University of Missouri), o time de futebol americano é parte essencial da cultura e do espírito comunitário. Por lá, não é incomum que 5 ou até mais gerações da mesma família frequentem a mesma universidade e tenham por ela a mesma paixão que temos com nossos times de futebol.  Passeando pela universidade em dia de jogo e intrigada com aquela quantidade de barracas por todo lado, tentava entender de uma vez por todas o que era o tal "tailgate" que tanto li nas newsletters de preparação para o Family Weekend.  Eis o que é Tailgate: as famílias que apoiam o time de futebol chegam de madrugada (nem todos) com todo tipo de apetrechos: tenda, cadeiras, mesas dobráveis, churrasq...